'a idéia é a rotina do papel; o céu é a rotina do edifício; o início é a rotina do final; a escolha é a rotina do gosto; a rotina do espelho é o oposto;
a rotina do jornal é o fato; a celebridade é a rotina do boato; a rotina da mão é o toque; a rotina da garganta é o rock;
o coração é a rotina da batida; a rotina do equilibrio é a medida; o vento é a rotina do assobio; a rotina da pele é o arrepio;
a rotina do perfume é a lembrança; o pé é a rotina da dança; a Julieta é a rotina do queijo; a rotina da boca é o desejo;
a rotina do caminho é a direção; a rotina do destino é a certeza; toda rotina tem a sua beleza.'
Sexta-feira, Novembro 21, 2008, 12:40 AM,
só eu sei o que é que eu faço nessa falta de você ♫
dessa vez, só essa vez.
Sábado, Abril 05, 2008, 2:50 PM,
"Por vezes uma menina que tenta ser mulher, outras, uma mulher que queria voltar a ser menina. A menina dentro de mim tinha medo, mas acreditava nela mesma. Era tímida e confiava demais nos outros. Era aquela menina que abria um sorriso do tamanho do mundo quando ouvia “ gosto de você”, a mesma menina que se desmontava de tanto chorar cada vez que se decepcionava com alguém. A menina que vivia dentro do seu próprio mundo, um mundo fantasioso, onde tudo acontecia por uma razão, onde tudo conspirava, as vezes à favor, as vezes contra ela. O que houve com a menina? A menina foi apresentada ao mundo real, saiu, bebeu, dançou. A menina pensava ter encontrado seu lugar, quando mudou de cidade e além dos novos amigos conheceu também um menino. Um menino que tinha um brilho lindo no olhar, um menino que fazia com que ela se sentisse especial. Até que esse menino mostrou que já era um homem, um homem amargo, frio, cruel, que a magoou e desapareceu assim que teve a oportunidade. Ela então caiu. A menina estava profundamente ferida, ela chorava, ela não queria mais saber de nada. Então a vida lhe deu uma segunda chance, e ela conheceu um novo menino, esse que parecia ser ainda mais adorável que o primeiro. O menino que havia dado a sua mão para ela se levantar naquele dia. Depois de algumas semanas de palavras adocicadas esse novo menino acabou deixando a máscara cair. Mais uma vez ela havia sido enganada, e mais uma vez, injustamente, apenas a menina saia machucada. Depois de perceber a frequência com que essa história se repetia, a menina se perguntava o que ela havia feito de tão errado para ser castigada. Toda essa tristeza virou desilusão, e essa por sua vez se transformou em um sentimento amargo, que destruiu a menina, dando lugar a uma mulher. Uma mulher que agia como quem sabe exatamente o que faz. Uma mulher que depois de tantas lágrimas e decepções, não mais acreditava em elogios e declarações. Ela havia perdido a fé nas pessoas. A mulher era fria, maldosa, sem sentimentos, quase tóxica. Por onde passava ela deixava a sua marca. Essa mulher não ligava para os olhares apaixonados, muito menos para palavras de amor. Ela ouvia, fingia estar correspondendo, para depois rir sozinha em casa. Isso aconteceu porque além de aprender sobre as melhores bebidas, sobre as melhores baladas ela aprendeu com os meninos a brincar com os sentimentos alheios, e via nisso seu modo de satisfação pessoal. Então foi a vez DELA ouvir choros e lamentos, dela pisar em quem entrasse em seu caminho, e dela não estar dando a mínima pra isso tudo. Até que um dia, a mulher se olhou no espelho de verdade pela primeira vez em muito tempo, e quase não reconheceu a imagem refletida. Era de alguém insensível, alguém feio, alguém que não merecia nem o amor da própria família, com um comportamento que apesar de terrível, não parecia estranho. Mas quem poderia ser assim? Foi aí que ela percebeu. Ela havia se transformado em alguém que odiava, ela estava imitando o comportamento do seu primeiro amor, da sua primeira desilusão. Foi quando a mulher voltou a ser menina, e se arrependeu do mal que havia feito. Hoje em dia menina e a mulher dividem o mesmo espaço, e sempre na hora de tomar uma decisão, fazem isso de mãos dadas, em consenso. Agora vivo oscilando, de menina à mulher em um passar de segundo. A ingenuidade e carisma da menina, se equilibram com a sabedoria e astúcia da mulher. Elas enfim parecem ter encontrado o caminho da felicidade. Mas e se algum menino tentar brincar com o sentimento delas novamente? Agora, o trabalho será em equipe. A mulher irá sorrir para distraí-lo, enquanto a menina chuta as bolas dele."
por Carolina Rentes.
façam das palavras dela as minhas.
e, ao propósito, layout novo.